Sunday, 22 April 2018

Igreja e de S. Roque: da Patriarcal à Capela Real de S. João Batista

Último passo da jornada de hoje — o lanço monumental e artístico desta Peregrinação: a Igreja de S. Roque, e o Museu de Arte Sacra, seu anexo. A influência da Casa professa dos jesuítas neste bairro, como ainda hoje a projecção da Misericórdia, foi grande, e disso te pudeste aperceber no passo anterior mais por tua atenção e bom aviso do que por minhas letras.

Toque! Toque!Toque!
Vamos a S. Roque.

Igreja de São Roque [Início séc. XX]
Largo Trindade Coelho antigo de S. Roque; Rua S. Pedro de Alcântara
Garcia Nunes, in AML

Ouviste já como de uma ermida, erguida em 1506, nasceu a Casa dos jesuítas e o seu formoso templo começado a erguer, em 1555. Não desejo forçar a nota, mas não quero privar-te de alguns elementos retrospectivos, resumidos ao máximo, segundo o nosso plano. 
Quando neste sítio se erguia apenas a pequenina Ermida de S. Roque, principios do século XVI, assentou aqui o «Adro da Peste» (fôra a peste que originara a construção do templozito, como te disse), Adro «consagrado por mandado de El-Rei Nosso Senhor (D. João III) em 24 de Maio de 1527 pelo Bispo D. Ambrosío», — o que tudo se interpreta de uma lápíde que no local existiu, e se encontra hoje colocada na parede do corredor do edifício da Misericórdia. Vieram os jesuítas; planeou-se o novo templo grandioso (cuja primeira pedra foi lançada pelo Padre jesuíta Nunes Barreto,  Patriarca da Etiópia, e do qual o risco inicial não sabemos ao certo de quem foi-talvez do Padre Diogo Miron —, conhecendo-se apenas que concebia cinco naves. Os trabalhos foram arrastados, até porque voltou a peste a Lisboa, mas em 1573 as paredes estavam de pé. A construção da abóbada constituiu um problema, que afinal Felipe Terzi, já depois de 1580, resolveu, fazendo-a construir em madeira. A fachada, pobre de linhas, austera, quási de construção civil, não diferia muito do que hoje é; tinha a mais uma varanda sôbre a cimalha, e um nicho de S. Roque no tímpano.
O adro era avançado, quási até ao meio da praça, e no ângulo, próximo da entrada da Misericórdia de hoje, abria-se a portaria conventual.  
A Igreja era rica, adornada de boas obras de arte, e constantemente objecto de generosidades régias, especialmente no tempo de D. João V, que fêz construir a opulenta Capela de S. João Baptista
O Terramoto causou em S. Roque bastantes estragos-principalmente na fachada, que caiu e arrastou uma parte extrema do teto —, mas não arruinou sensivelmente o templo; as obras de restauro que se seguiram foram importantes, e, depois, em vários períodos, beneficios e melhoramentos têm sido levados a efeito, mormente em 1862 e 1892. Limpezas e arranjos têm continuado sempre, de resto, e ainda agora S. Roque está recebendo pequenas obras. 

Igreja de São Roque [ant. 1900]
Largo Trindade Coelho antigo de S. Roque
Coluna mandada erguer pela colónia italiana, comemorando o casamento do 

Rei Dom Luís I com Dona Maria Pia de Sabóia em 1862
Garcia Nunes, in AML

A Casa de S. Roque deixou de pertencer à Companhia de Jesus desde a confiscação dos bens dos jesuítas — 19 de Janeiro de 1759 — após a sua expulsão de Portugal. Em 1768, como atrás te disse, todo o edifício, seus bens e terrenos, passaram à Misericórdia, excepto uma parte da cêrca arborizada, que chegava aos Restauradores de hoje, e que foi doada em 1765 ao 4.° Conde, l.° Marquês de Castelo Melhor. 
E a-pesar-de os Padres de Santo Inácio terem sido autorizados a regressar em 1830 (D. Miguel), para serem novamente expulsos em 1833 (D. Pedro IV)a verdade é que a Casa de S. Roque acabara para a Companhia de Jesus.

Friday, 20 April 2018

Quiosque dos Libertários

As primeiras dessas popularíssimas quitandas, que são de origem oriental, e se destinam normalmente à venda de tabacos, refrescos, jornais, revistas e lotarias, foi em Janeiro de 1869 que tiveram a aprovação do Município, a instâncias de Tomás de Melo, uma curiosa figura da Lisboa de ontem, associado com Porto Miguéis.  De entre todos os Kioskes alfacinhas, teve um sombrio destaque o que se situou em freme à Calçada do Carmo, ponto preferido para a reunião de anarquistas e outros políticos avançados, em combinações revolucionárias.¹


Praça D. Pedro IV (Rossio) [entre 1903-1908]
Quiosque dos Libertários
Charles Chusseau-Flaviens, in GEH

Segundo parece, foi o primeiro Quiosque a aparecer em Lisboa. Chamavam-lhe o «Elegante». O povo conhecia-o com o nome de «A Bóia». Era um ponto de encontro e reunião de progressistas, cujo movimento sindicalista se radicalizava, e por isso mesmo era também conhecido por «Quiosque dos Libertários». O povo incendiou-o em 1913, aquando de um cortejo em honra de Camões integrado nas «Festas da Cidade», após o rebentamento de uma bomba lançada da ponte do Elevador do Carmo sobre a turba incorporada no cortejo. O atentado, imputado aos anarquistas, serviu de pretexto para a detenção de militantes sindicalistas e para o encerramento da Casa Sindical.²
Foi reconstruido e explorado por novo dono, João Dionísio da Silva Gama, que foi sócio da firma Gama & Silva, estabelecida com tabacaria na Praça de D. Pedro, n.° 36, que ficava quase em frente do quiosque, na :meiga escada do prédio que foi adquirido pela sociedade do Café Chave de Ouro¹

Estrutura - Base de alvenaria. Secção hexagonal. Corpo de madeira, com janelas para todos os lados, envidraçadas. Cúpula hexagonal muito baixa. Toldo de lona.
Particularidades - Particular.

Praça D. Pedro IV (Rossio) [1911]
Quiosque dos Libertários
Joshua Benoliel, in AML
__________________
Bibliografia
¹ Revista municipal Lisboa, 1959.
² CAEIRO, Baltazar Mexia de Matos, Os quiosques de Lisboa, p. 51, 1987.

Wednesday, 18 April 2018

Um eléctrico na Rua do Amparo


Como já te acentuei — diz Norberto de Araújo, o Rossio do lado oriental tem uma fisionomia, e até um movimento, em tudo diverso da do lado oposto. Forçando um pedaço a notaconfessodir-se-á que persiste aqui a tradição das tendas e lojas das arcarias sob o Hospital de Todos-os-Santos, e isto mais se acentua no último quarteirão que vamos percorrer, passada que seja a embocadura da Rua do Amparo.
Quero dizer-te já que nesta Rua do Amparo, precisamente no cruzamento com a Rua dos Correeiros (trôço antigo da Rua das Galinheiras), e no eixo da rua, existiu a Ermida de N. Senhora do Amparo, dependente do Hospital de Todos-os-Santos, e desaparecida em 1755; dela adveio o nome a esta artéria. (...)

Rua do Amparo [entre 1910 e 1920]
À esquerda, a antiga loja de ferragens Viúva Thiago da Silva (1850) e o Hotel Continental; à direita a Casa Suissa, nome de 1910, à data da foto um estabelecimento de fazendas e retrosaria
 Fotógrafo não identificado, in AML

N.B.  Até ao Edital da CML de 28/8/1950, a Rua do Amparo estendia-se da Praça D. Pedro IV (Rossio) à Rua do Arco do Marquês de Alegrete (Poço do Borratém); a partir desta data, este arruamento ficou limitado pelas Praças de D. Pedro e da Figueira.
Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 77-78, 1939.

Sunday, 15 April 2018

Bairro Azul

Começou por escolher o bairro onde mais gostaria de morar. Pensou em vários, e às suas preferências nunca era alheia a recordação dos tempos, ainda tão próximos, em que fora criada de servir. Gostaria, por exemplo, de ir pôr casa no Bairro Azul, só para «fazer ver» [...]¹


Estando embora em presença de uma Arquitectura civil, o Bairro Azul — Ruas Fialho de Almeida, Ramalho Ortigão e Avenida Ressano Garcia — constitui um conjunto arquitectónico que se reveste de uma homogeneidade ímpar, datado da década de 30 do Século XX com prédios dotados de esquerdo-direito ao gosto Art Deco e burguês, destinado a servir uma classe média que culminaria a sua ascensão no período salazarista, e que se procurava rodear de algum luxo e dignidade.

Rua Marquês de Fronteira [1967]
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente  «mancha azul» formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias
Artur Bastos, in AML

O ângulo estranho do plano do bairro resultava do desenho de Cristino da Silva para uma vasta urbanização inicial que, cerca de 1930, deveria ter sido o remate do prolongamento da Avenida da Liberdade. Devia apresentar-se com arruamentos em simetria, nos dois lados do Parque Eduardo VII. Contudo, o bairro ficou isolado, pois o restante projecto não se realizou, repetindo-se a vocação lisboeta para os tecidos incompletos e para a justaposição de bairros de origens diversas, característicos do início do Séc. XX. Trata-se, ainda assim, de um projecto e de uma ideia subjacente de Cidade.

Panorâmica sobre o Bairro Azul [194-]Av. António Augusto de Aguiar (dir.)
Edifícios do Bairro Azul; esta designação devia-se à aparente  ‘mancha azul’ formada pela cor das persianas, das portas e das caixilharias
Amadeu Ferrari, in AML

Apresenta-se com uma hierarquia estabelecida e está dotado de aparatosos pórticos de entrada no Bairro. O seu isolamento apenas lhe veio confirmar a sua integridade e a sua autenticidade, patente no grande enriquecimento formal de fachadas e átrios de entrada, ganhando simplicidade formal ou opulência consoante a categoria social dos espaços o ditava. Baixos-relevos em estuque ou cimento, painéis policromados de mosaico cerâmico, ornatos salientes, pilastras e frisos, balaustradas, frontões e alpendres são motivos que aparecem com abundância neste vocabulário decorativo, de leitura complexa.

Avenida Ressano Garcia [1935]
Ressano Garcia (1847–1911) que enquanto engenheiro da CML foi responsável pela expansão de Lisboa para norte, a partir do eixo da Avenida da Liberdade com o projecto das Avenidas Novas integrou a toponímia de Lisboa ainda em vida, no ano de 1897, na artéria que hoje conhecemos como Avenida da República e, depois, no ano de 1929, regressou para uma Avenida no Bairro Azul.
Eduardo Portugal, in AML

Tratando-se de um conjunto particularmente notável quanto à sua Arquitectura e aos motivos decorativos nela integrados, faz sentido classificar o conjunto com estas características estilísticas, pois manteve uma relação de sentido com os seus moradores, uma relação de autenticidade e integridade, o que se veio a verificar até à actualidade. É de realçar a autenticidade que o conjunto manteve ao longo dos tempos, pois é o conjunto, patente nas suas íntimas relações estilísticas que se mantiveram intactas e podem ser observadas.²

Bairro Azul [194-]
Perspectiva tomada da Rua Marquês de Fronteira vendo-se Avenida Ressano Garcia, ao centro, e a Av. António Augusto de Aguiar à direita
Amadeu Ferrari, in AML

Bibliografia
¹ ANÍBAL Nazaré, Maria, uma Sua Criada. capa e ilust. Stuart. Lisboa, 1958.
² Carlos Cabaço e João Reis, lisboapatrimoniocultural.pt

Friday, 13 April 2018

Rua (da) Augusta (Figura do Rei)

O olisipógrafo Norberto Araújo caracteriza da seguinte forma este arruamento da Baixa de Lisboa:
A Rua Augusta foi destinada, de seu comêço, aos mercadores de tecidos de seda e de lanifícios, e cinco anos depois do Terramoto era já citada; foi das mais apressadas em fazer-se «cidade», pois onze anos depois do cataclismo já possuía trinta e um prédios, e dez anos acrescentados as suas edificações perfaziam o número de cinquenta e três.
Êste pormenor — que devemos a Luiz Pastor de Macedo, investigador concienciosíssimo, e especialista na complexa matéria da história das ruas de Lisboa — dá-nos bem a impressão do quadro evolutivo da nova Baixa, terraplanada que foi a ruína imensa que o Terramoto provocou.p

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1930]
A Rua da Augusta Figura do Rei leva-nos a direito para a estátua do monarca
que homenageia: D. José I, o soberano que inaugurou em Lisboa a prática
da atribuição de nomes de ruas por decreto de 5 de Novembro de 1760.
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Esta Rua Augusta — menos do que a Rua do Ouro se tem modernizado; menos pombalina que a Rua da Prata, e sobretudo do que as dos Douradores e Fanqueiros, a sua fisionomia transpira o jeito da transição de setecentos para oitocentos.Se a olhares, em perspectiva, aos domingos ao fim da tarde, quando ela vai deserta, e se pelo poder da imaginação lhe puseres no meio uma traquitana e suspensos das paredes dois candieiros de cegonha — terás Lisboa do tempo dos franceses.==

Rua (da) Augusta (Figura do Rei) [1911]
Cortejo comemorativo da proclamação da República
Fotógrafo não identificado, in AML

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XII, pp. 47-48, 1939.

Wednesday, 11 April 2018

Rua da Penha de França

A Rua da Penha de França — recorda-nos  Norberto de Araújo — antiga Estrada, mantém ainda a linha levemente sinuosa do século XVII; sua rectificação, aqui e ali iniciada, não se fará demorar. 

Rua da Penha de França, norte [1952]
[Junto aon.º 23 e ao  actual Mercado de Sapadores (dir.)]
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Eduardo Portugal, in AML

Também por aqui alguns prédios modernos acotovelam outros, nobres de tipo de casa do campo, de há trezentos anos. (...) Há oitenta anos [c. 1860], nem talvez tanto, as edificações por esta Estrada eram poucas; foi depois de 1875 que se começaram a erguer êsses prédios pelos quais vamos passando, indiferentemente. Olha: aqui temos um pedaço de Estrada antiga, com uma série de de casebres simpáticos, que já saem fora do alinhamento rectificado. Dize-lhes adeus...¹

Rua da Penha de França, nascente [195-]
[Junto ao n.º 121 onde estaciona o automóvel]
Antiga Estrada da Penha de França. A origem do topónimo advém da imagem de N. S. da Penha de França (uma invocação de um santuário de Salamanca) criada por António Simões (c. 1600)
Judah Benoliel, in AML

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa», vol. VII, pp. 22-24, 1938.

Sunday, 8 April 2018

Edifício Heron Castilho

Projectado em 1921 pelo arq. Norte Júnior, este edifício de gaveto e planta em L, com uma feição marcadamente ecléctica, associa elementos decorativos tardios ao gosto Arte Nova, patentes nas mísulas talhadas de carácter antropomórfico (figurando cabeças femininas), que suportam as varandas de grandes dimensões da fachada principal, a uma linguagem classicizante, patente nas balaustradas e no monumental arco de volta perfeita, que remata o corpo do gaveto, assim como nas pilastras, que marcam o ritmo e definem a espacialidade exterior do imóvel. Os planos das fachadas surgem rasgados por fenestrações, isoladas ou agrupadas pelos emolduramentos de cantaria e reboco, cuja verticalidade e grande dimensão acentuam a sua monumentalidade e volumetria. 

Edifício Heron Castilho [c. 1930]
Rua Braamcamp, 40-40D; Rua Castilho, 42-42B
F.S. Cordeiro, in Fundação Portuguesa das Comunicações

Após um processo crescente de abandono e obsolescência, que culminou na sua quase total demolição, este edifício foi objecto de um projecto de reconstrução a partir de 1985, segundo o risco dos arquitectos Henrique Tavares Chicó, João Pedro Conceição Silva e Francisco Manuel Conceição Silva. Reabriu, em 1992, como centro de serviços terciários, conservando apenas os muros exteriores do primitivo imóvel, sendo que as características técnicas e formais de todo o edifício, incluindo dos 4 pisos novos, nada têm a ver com a construção inicial. Fenómeno bem visível nos alçados completamente envidraçados dos últimos pisos, com terraço de cobertura, que foram erguidos acima do remate da fachada, num plano ligeiramente recuado. [cm-lisboa.pt]

Edifício Heron Castilho [1960]
Rua Braamcamp, 40-40D; Rua Castilho, 42-42B
Arnaldo Madureira, in AML

Friday, 6 April 2018

Rua Ferreira Borges

Entramos agora no Bairro (novo) de Campo de Ourique — diz Norberto de Araújo — pela sua Rua mais representativa, a de Ferreira Borges, e que é a Avenida do sítio. Fica-nos à [direita] o muro da parada do Quartel de Sapadores de Caminhos de Ferro, cujo portão principal de ingresso se rasga, ao fundo de uma passagem entre muretes, na extrema nascente da Rua de Infantaria 16.¹

Rua Ferreira Borges  [c. 1940]
Antiga Avenida do Campo de Ourique, antes Rua do Campo da Parada
À direita, o antigo lanço do Aqueduto das Águas Livres, ramal da Estrela e, acima deste, o Quartel de Campo de Ourique, mandando construir em 1762 pelo Conde de Lippe, a pedido do Marquês de Pombal; ao fundo, as Amoreiras
Eduardo Portugal. in AML

Neste arruamento (1880) consagra-se José Ferreira Borges (1786-1838), jurisconsulto e político, formado em Cânones pela Universidade de Coimbra que foi o autor do primeiro Código Comercial Português.²

Rua Ferreira Borges  [195-]
Antiga Avenida do Campo de Ourique, antes Rua do Campo da Parada
À direita, a Rua de Campo de Ourique; ao fundo, à esquerda, o «Lycée Français Charles Lepierre». À sua direita, a Estação da Carris, inaugurada em 1938 e demolida em 1981 para dar lugar ao Complexo das Amoreiras, inaugurado em 1985. Em frente, os terrenos da EPAL onde, em 1998, começou a ser construído o Clube de Golfe das Amoreiras, nunca utilizado e desde então ao abandono.
Judah Benoliel. in AML

Bibliografia
¹ ARAÚJO, Norberto de, «Peregrinações em Lisboa», vol. XI, p. 74, 1939.
² cm-lisboa.pt
Web Analytics